terça-feira, 30 de outubro de 2007
Publicidade engraçada da Apple
Propaganda premiada. Muito original, para aos grandes e também para os pequeninos! =)
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Um pouco da história dos weblogues

Um pouco no seguimento do "post" anterior, vou deixar mais umas curiosidades interessantes sobre os weblogues, como e quando surgiram.
O conceito de weblogue foi criado em 1997 por Jorn Barger a partir das palavras "web" (Internet) e "log" (registo).
Mas o primeiro weblogue criado foi o Website http://info.cern.ch/, criado por Tim Barners Lee no CERN - European Organization for Nuclear Research. Aqui o autor referenciava os novos websites que iam surgindo na World Widle Web.
De seguida surgiram blogues associados a grandes empresas e em 1996/1997 surgiram os primeiros blogues pessoais, sendo que em 1999 existiam 23 weblogues referenciados. Deste modo podemos ver que entretanto nos últimos anos este numero disparou a um ritmo alucinante.
Segundo Blood, os blogues originais eram mais um misto de links relacionados com comentários e pensamentos pessoais. Com a criação do Blogger em 1999 começaram a aparecer inúmeros blogues actualizados várias vezes ao dia, com reflexões do seu autor sobre muitos temas: local de trabalho, ou a escola, ou outros interesses, etc.
Actualmente os blogues são também utilizados como ferramenta nas escolas e apoiam bastante o ensino e a aprendizagem. De qualquer modo, ainda há um longo caminho a percorrer para que estes estejam ao alcance de todos (mesmo todos!).
O que são weblogues?

Os Weblogues são o tema do trabalho do meu grupo, portanto acho oportuno disponibilizar desde já alguma informação sobre estes, de modo a que os colegas fiquem com uma ideia (pequena) do que são e da sua finalidade.
Um Weblogue é uma página da Internet que apresenta mensagens sobre vários temas ou conteúdos, por ordem cronológica (do mais recente, para o mais antigo). É uma página pouco desenvolvida mas actualizada com muita frequência.
O conteúdo da página, como já referi, é variado e fica ao critério do autor, podendo ser apenas um diário ou constituir mesmo uma ferramenta de trabalho partilhada por vários utilizadores (exemplo: blogues de turma, onde são expostas as matérias e informações em que todos os alunos podem consultar ou fazer um "post").
Muitos weblogues permitem a que os visita deixar um comentário sobre as mensagens, deixando a sua opinião, mas existem outros que não são interactivos.
O formato dos blogues varia entre:
- Listagens de hiperligações;
- Artigos resumidos ou completos com comentários.
e-learning

Mas afinal o que é isto do e-learning?
O e-learning é um processo que aplica o potencial das tecnologias de informação e de comunicação ao desenvolvimento da aprendizagem e da formação.
É uma metodologia de aprendizagem que se caracteriza pelo uso da Internet, onde os formandos dispõem de conteúdos pedagógicos de audiotexto e videotexto com os quais podem interagir.
Assim, cada formando consegue aprender ao seu ritmo, desenvolvendo as competências necessárias, no menor tempo possível.
O e-learning é apenas uma das muitas formas de Formação/Ensino à Distância. Esta formação à distância é um processo de aprendizagem que implica a separação temporal e/ou local entre o formando e o formador e quando esta acção formativa é efectuada via Internet.
Vantagens:
- Inovação em processos de formação;
- Flexibilidade do ensino e da aprendizagem;
- Auto-formação;
- Formação para activos;
- Distribuição rápida dos conteúdos;
- Ritmo personalizado;
............................entre outras.
Desvantagens:
- Ausência de relação humana formador/formandos;
- Conteúdos mais generalistas;
- Exige alguns conhecimentos tecnológicos;
- Custos elevados dos cursos e do material;
..............................entre outras.
O e-learning é uma alternativa pedagógica em expansão, que ainda procura afirmar-se definitivamente, porém é importante referir que já existem alguns cursos sobre esta metodologia de aprendizagem e que em Portugal já existem algumas instituições que a utilizam como ferramenta de apoio para formar pessoas.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
O "Ensino Programado" de Skinner e os seus princípos estruturantes

Skinner (psicólogo), criou o "ensino programado", através do qual defendeu que as pessoas aprendem mais facilmente quando o conteúdo é apresentado em pequenos módulos e quando recebem um feedback imediato (que indique se o aluno obteve sucesso ou não). Para tal, os computadores e os seus programas contribuiram muito.
Skinner chamou "estímulos" aos mecanismos que agem de maneira a provocar uma reacção no indivíduo, neste caso, a melhoria da aprendizagem.
Existem quatro tipos distintos de estímulos:
Estímulo Neutro: aqueles que não têm nenhum efeito sobre os comportamentos dos indivíduos;
Estímulo Reforçador (Reforço): processo pelo qual um comportamento é reforçado; é o estímulo dado após um comportamento e pode ser positivo ou negativo, dependendo do resultado do tal comportamento;
Estímulo Reforçador Positivo (Reforço Positivo): estímulo que o organismo procura obter;
Estímulo Reforçador Negativo (Reforço Negativo): estímulo que o roganismo procura evitar.
O "Ensino Programado" tem vantagens e desvantagens, aqui deixo algumas delas:
Vantagens
Cada aluno progride no seu próprio ritmo;
O aluno avança somente com o conteúdo aprendido;
O aluno não é deixado para tràs;
O aluno mantem-se activo e recebe de imediato a confirmação do seu sucesso;
Desvantagens
É socialmente isolador;
Faltam benefícios da experiência em grupo;
O aluno não tem opção de discordar;
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Programa Cidadania e Novas Tecnologias

Enquanto fazia uma pesquisa na Internet encontrei este projecto que achei oportuno e interessante para divulgá-lo no meu blogue.
O Programa Cidadania e Novas Tecnologias do CITIDEP está a desenvolver um projecto intitulado "Kit Cidadania", que visa actividades centradas nas tecnologias de informação e comunicação (TIC), nas Escolas, Universidades, Bibliotecas, etc, e para tal realizam campanhas, conferencias, cursos "livres".
Este projecto tem como objectivo disponibilizar informações base e ferramentas que permitam ajudar os cidadãos a exercer os seus direitos e deveres de cidadania, nomeadamente os que se relacionam com informações e serviços gratuitos disponíveis na Internet.
Este kit será constituído por um CD-ROM, um folheto e um cartão de acesso à Internet e estará ao alcance de todos.
A sua realização conta com o apoio do Ministério da Educação, do Parlamento e da Presidência da República, da Administração Pública, de Empresas de Comunicações, de Câmaras Municipais e de ONG'S. Numa fase inicial este kit vai ser destinado principalmente a professores e alunos do ensino secundário.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Educação e Instrução
No âmbito das aulas teóricas foi-nos proposto a realização de pesquisas sobre alguns temas, sendo que um deles corresponde às diferenças e semelhanças entre os conceitos de Educação e Instrução.
A educação sempre objectivou mais do que uma simples instrução, mas a escola deve proporcionar ambas aos seus alunos. A instrução é definida como "educação literária e científica" ou como "conhecimentos adquiridos" (dicionário); enquanto que educação é definida como um processo que tem como objectivo o desenvolvimento do homem nos seus aspectos intelectual, moral e físico e a sua integração no meio social.
No entanto, se na teoria os dois conceitos são diferentes, na prática "misturam-se"/confundem-se e só em poucas escolas a instrução é privilegiada (muitas vezes utilizada com o nome de educação).
Actualmente, os pais (a maioria) atarefados com as suas vidas profissionais e sociais, transferem para a escola a responsabilidade pela educação moral e cívica das crianças. As escolas tentam corresponder a estas exigências, integrando nos seus currículos disciplinas como A Educação Moral e Religiosa, o Desenvolvimento Pessoal e Social ou a Educação para a Cidadania, porém esta medida revela-se insuficiente pois dá apenas informação.
No meu ponto de vista é necessário existir um trabalho mais próximo entre todos os agentes educativos e um acompanhamento diário por parte dos pais, dentro da escola mas principalmente em casa (fora da escola).
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
A Família em Rede - Capítulo 2 - Tecnologia


Neste capítulo o autor fala-nos dos ciberutópicos e dos cibercríticos, pessoas que se preocupam com as novas tecnologias mas que têm concepções diferentes: os ciberutópicos "louvam os milagres da era digital"; enquanto que os cibercríticos "avisam-nos dos terríveis perigos". Papert não adere totalmente a nenhuma destas perspectivas, pois considera que ambas estão erradas.
Fala-nos das mudanças causadas pela utilização do computador nas escolas, que não são apenas alterações no currículo e nos testes, mas sim alterações nas relações humanas, intrafamiliares, entre professores e alunos e pares com interesses comuns.
Para o autor, o modo como as crianças aprendem vai melhorar em muito se estas tiverem acesso aos computadores. No entanto, isto só é possível se estes forem utilizados de modo a que o aprendiz participe voluntária e empenhadamente, pois o que se verifica actualmente nas escolas é uma "mascarada evidente" daquilo que poderia ser feito com as novas tecnologias.
Este capítulo mostra-nos três exemplos de experiências de crianças com programas informáticos ou com a Internet e dá-nos a conhecer a sua evolução, nomeadamente no caso da Jenny, que só conseguiu entender a gramática trabalhando no computador.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.
Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia abre muitas outras portas à mudança. Os "ciberavestruzes" estão decididos a utilizar o computador mas só concebem esta utilização num contexto escolar, onde os alunos seguem o currículo imposto e isto não é suficiente.
As crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência tecnológica só é alcançada com a utilização frequente. Os alunos que terminam um curso de informática acabam por ser analfabetos pois desconhecem o que é importante, ou seja, utilizar o computador de acordo com os seus próprios objectivos. Por outro lado existem crianças que por terem experiência e não terem receio de experimentar, sabem que certas teclas levam a resultados interessantes, surpreendendo os adultos, nomeadamente os pais que por vezes não conseguem resolver situações que para as crianças são muito simples (caso da Lauren).
No entanto, é importante referir que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, como antigamente as pessoas viam e compreendiam os rádios.
Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com certeza com muita gente pela lentidão que afecta os computadores. Se percebermos porque é que isso acontece, ao menos podemos ficar zangados com alguém e atenuar a frustração, em vez de atirar coisas ou dar pontapés na máquina!
Impacto das novas tecnologias na escola
Os grandes avanços das tecnologias de informação estão a alterar a natureza do trabalho, sendo que estas possuem competências precisas para que as crianças e jovens se tornem em adultos exigentes em relação à educação, transformando o modo de ensino e o modo de funcionamento das instituições educativas.
Para que estas sejam um suporte educacional frequente (se possível efectivo) é necessário criar complexos processos de inovação em cada um dos muitos aspectos da escolaridade, nomeadamente o currículo, a pedagogia, a avaliação, a administração, a organização e o desenvolvimento profissional dos professores.
No entanto, estas tecnologias são demasiado recentes e é necessário ter consciência que não podemos ainda prever de que modo vão alterar a educação.
Podemos é desde já afirmar que se as tecnologias forem usadas adequadamente têm um grande potencial para melhorar o ensino e a aprendizagem.
(Informações e ideias retiradas do artigo El impacto previsible de las nuevas tecnologias en la enseñanza y la organizacíon escolar, de León Trahtemberg, publicado na Revista Ibero-Americana de Educação, TIC na Educação).
terça-feira, 2 de outubro de 2007
A Família em Rede - Capítulo I - Gerações

Neste capítulo o autor, Seymour Papert, mostra-nos como os computadores, vídeos e outros materiais modificaram a vida das crianças de hoje, visto que actualmente as crianças tem acesso às novas tecnologias, utilizam-nas e manipulam-nas sem qualquer problema (o mesmo não se pode dizer de alguns adultos!)
No entanto, refere também o "reverso da medalha", pois os pais se por um lado admiram e incentivam os filhos a aprenderem e dominarem as novas tecnologias, por outro têm receio que estas causem dependência, ou que os filhos sejam mal influenciados através da Internet ou jogos de computador, por exemplo.
A Internet, que já referi, é um dos principais meios que levam as crianças a adquirirem conhecimentos fora de casa, pois através dela, têm acesso a todo o tipo de informação.
Mas se por um lado as crianças adoram as novas tecnologias e aprendem com bastante facilidade, os adultos muitas vezes desistem de aprender ou pura e simplesmente recusam-se (tradição) e assim não conseguem acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos, mostrando-lhes o que está certo ou errado, o que é bom ou mau neste novo mundo.
Deve existir um companheirismo, cooperação e vontade de aprender e de ensinar de ambas as partes, de modo a promover uma aprendizagem de estilo familiar.
Assim como o neto do autor, Ian, há muitas outras crianças que desde muito pequenas se interessam pelas tecnologias e cada vez vai existir mais, pois estas expandem-se a cada dia. Penso que é importante referir o caso do meu pai, que tem 47 anos e só à pouco tempo começou a interessar-se por estas "modernices". Mas com força de vontade, da parte dele e da minha também, consegui ensinar-lhe algumas coisas, que pelo menos, tornaram-no autónomo na utilização do word e da Internet!
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