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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Internet


É espantoso como todo o mundo está à distância de um clique! Cada vez mais me fascino com as novas tecnologias e sem dúvida que a Internet é a descoberta/inovação de todo o sempre (pelo menos para mim, claro!).


Basta ter um computador com internet perto de nós, em casa, na escola, no trabalho ou até num cibercafé (para não falar dos portáteis, que esses sim, podemos utilizá-los mesmo em todo o lado), para resolvermos rapidamente imensas situações do dia-a-dia, como ir ao banco, pagar contas, fazer compras em supermercados e lojas com entregas ao domicílio, ver as notícias, pesquisar para trabalhos e lazer acerca de temas quase "infinitos" e até falar, ouvir e ver os nossos amigos e familiares através do MSN.


As suas potencialiddaes são imensas e no caso da Educação, a Internet amplia a acção de comunicação entre o aluno e o professor e o intercâmbio educacional e cultural, através de todas as ferramentas que dispõem (blogues, wikis, podcasts, etc).


Porém, nem tudo é perfeito...Os crimes bancários através da Internet aumentam cada vez mais. E outro probelma também bastante grave prende-se com a questão da segurança dos mais pequenos, pois não há nenhuma identidade que supervisione os sites e estes estão à disposição de todos. (capitulo 4, familia em rede).


É necessário tomar consciência dos perigos e preveni-los, orientando as crianças e jovens adolescentes. Esta parece-me a melhor solução, sem nunca desvalorizar nem alarmar a situação.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Família em Rede - Capítulo 3 - Aprendizagem


Neste capítulo o autor mostra-nos algo com o qual eu concordo plenamente. Fala-nos de uma experiência que teve ao visitar duas lojas muito diferentes mas com objectivos semelhantes: ambas possuíam materiais complementares para melhorar o ensino/aprendizagem das crianças.

Uma delas era uma pequena loja que conseguia reunir um bom conjunto de materiais de qualidade, como escultura, pintura, livros, etc mas sem nenhum sinal de computadores. Mesmo assim esta loja era um excelente exemplo onde os pais deveriam procurar materiais para ajudarem na aprendizagem dos seus filhos, sempre com a ajuda dos funcionários bastante entendidos nesse assunto.

Em contrapartida, de seguida visitou uma loja enorme, como muitas que temos ao nosso alcance em Portugal, onde as pessoas "amontoavam-se" para ver os "títulos mais recentes de software", não era possível analisar ou ver o conteúdo dos produtos, as pessoas compravam apenas pela sua capa e o nome serem apelativos. Aqui era quase impossível falar com um funcionário, o que também acontece perto de nós nas grandes lojas. Ao ler este capítulo a minha memória transportou-me para algumas situações em que presenciei coisas deste tipo. Pensando bem, hoje acho lamentável. Assim, os pais ignorantes neste campo não poderão ajudar os filhos de uma maneira fiável, não têm o apoio e acompanhamento necessário para fazer as escolhas correctas.

Aqui o autor fala-nos pela primeira vez de "bit". Tenho que confessar que não sabia o que era! A explicação das demoras que por vezes "assombram" a Internet e que nos dão imensos nervos, afinal vêm apenas do conceito de "bit", aquilo que se movimenta na página da Internet.

E como este capítulo fala da aprendizagem é importante referir algo que suscitou uma particular atenção da minha parte: a divisão entre as aprendizagens de estilo caseiro e de estilo escolar, que surgiu com o aparecimento do computador.

Os pais, pelas sua vida profissional ou por qualquer outro motivo, muitas vezes não relacionam esta divisão com a necessidade de unirem esforços com os educadores dos seus filhos para aproximar a aprendizagem feita na escola com aquela que antigamente se fazia em casa.

Penso que é necessário ter consciência que a escola não pode ser responsável por tudo e que os pais não podem depositar todas as culpas dos sucessos ou fracassos dos seus filhos nos professores, pois estes não têm formação para educá-los a todos os níveis, isso compete á família.

Deste modo, o autor refere a teoria construtivista (Piaget), que defende uma aprendizagem auto-dirigida, pondo em causa a aprendizagem tradicional que assenta num "modelo de transmissão".

No meu ponto de vista, é necessário que as crianças sejam activas nas aulas, que explorem temas do seu interesse, que as motivem e as concentrem no trabalho. Aqui os computadores dão uma preciosa ajuda! É preciso que façam perguntas e esclareçam duvidas, sempre ajudadas pelo professor.

Aquele ensino em que o professor debita a matéria passando o conhecimento ao aluno que quase a decora não funciona, não nos leva ao encontro do tão desejado sucesso escolar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Família em Rede - Capítulo 2 - Tecnologia




Neste capítulo o autor fala-nos dos ciberutópicos e dos cibercríticos, pessoas que se preocupam com as novas tecnologias mas que têm concepções diferentes: os ciberutópicos "louvam os milagres da era digital"; enquanto que os cibercríticos "avisam-nos dos terríveis perigos". Papert não adere totalmente a nenhuma destas perspectivas, pois considera que ambas estão erradas.

Fala-nos das mudanças causadas pela utilização do computador nas escolas, que não são apenas alterações no currículo e nos testes, mas sim alterações nas relações humanas, intrafamiliares, entre professores e alunos e pares com interesses comuns.

Para o autor, o modo como as crianças aprendem vai melhorar em muito se estas tiverem acesso aos computadores. No entanto, isto só é possível se estes forem utilizados de modo a que o aprendiz participe voluntária e empenhadamente, pois o que se verifica actualmente nas escolas é uma "mascarada evidente" daquilo que poderia ser feito com as novas tecnologias.

Este capítulo mostra-nos três exemplos de experiências de crianças com programas informáticos ou com a Internet e dá-nos a conhecer a sua evolução, nomeadamente no caso da Jenny, que só conseguiu entender a gramática trabalhando no computador.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.

Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia abre muitas outras portas à mudança. Os "ciberavestruzes" estão decididos a utilizar o computador mas só concebem esta utilização num contexto escolar, onde os alunos seguem o currículo imposto e isto não é suficiente.

As crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência tecnológica só é alcançada com a utilização frequente. Os alunos que terminam um curso de informática acabam por ser analfabetos pois desconhecem o que é importante, ou seja, utilizar o computador de acordo com os seus próprios objectivos. Por outro lado existem crianças que por terem experiência e não terem receio de experimentar, sabem que certas teclas levam a resultados interessantes, surpreendendo os adultos, nomeadamente os pais que por vezes não conseguem resolver situações que para as crianças são muito simples (caso da Lauren).
No entanto, é importante referir que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, como antigamente as pessoas viam e compreendiam os rádios.

Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com certeza com muita gente pela lentidão que afecta os computadores. Se percebermos porque é que isso acontece, ao menos podemos ficar zangados com alguém e atenuar a frustração, em vez de atirar coisas ou dar pontapés na máquina!