

Neste capítulo o autor fala-nos dos ciberutópicos e dos cibercríticos, pessoas que se preocupam com as novas tecnologias mas que têm concepções diferentes: os ciberutópicos "louvam os milagres da era digital"; enquanto que os cibercríticos "avisam-nos dos terríveis perigos". Papert não adere totalmente a nenhuma destas perspectivas, pois considera que ambas estão erradas.
Fala-nos das mudanças causadas pela utilização do computador nas escolas, que não são apenas alterações no currículo e nos testes, mas sim alterações nas relações humanas, intrafamiliares, entre professores e alunos e pares com interesses comuns.
Para o autor, o modo como as crianças aprendem vai melhorar em muito se estas tiverem acesso aos computadores. No entanto, isto só é possível se estes forem utilizados de modo a que o aprendiz participe voluntária e empenhadamente, pois o que se verifica actualmente nas escolas é uma "mascarada evidente" daquilo que poderia ser feito com as novas tecnologias.
Este capítulo mostra-nos três exemplos de experiências de crianças com programas informáticos ou com a Internet e dá-nos a conhecer a sua evolução, nomeadamente no caso da Jenny, que só conseguiu entender a gramática trabalhando no computador.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.
Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia abre muitas outras portas à mudança. Os "ciberavestruzes" estão decididos a utilizar o computador mas só concebem esta utilização num contexto escolar, onde os alunos seguem o currículo imposto e isto não é suficiente.
As crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência tecnológica só é alcançada com a utilização frequente. Os alunos que terminam um curso de informática acabam por ser analfabetos pois desconhecem o que é importante, ou seja, utilizar o computador de acordo com os seus próprios objectivos. Por outro lado existem crianças que por terem experiência e não terem receio de experimentar, sabem que certas teclas levam a resultados interessantes, surpreendendo os adultos, nomeadamente os pais que por vezes não conseguem resolver situações que para as crianças são muito simples (caso da Lauren).
No entanto, é importante referir que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, como antigamente as pessoas viam e compreendiam os rádios.
Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com certeza com muita gente pela lentidão que afecta os computadores. Se percebermos porque é que isso acontece, ao menos podemos ficar zangados com alguém e atenuar a frustração, em vez de atirar coisas ou dar pontapés na máquina!

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