segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Programa Cidadania e Novas Tecnologias


Enquanto fazia uma pesquisa na Internet encontrei este projecto que achei oportuno e interessante para divulgá-lo no meu blogue.

O Programa Cidadania e Novas Tecnologias do CITIDEP está a desenvolver um projecto intitulado "Kit Cidadania", que visa actividades centradas nas tecnologias de informação e comunicação (TIC), nas Escolas, Universidades, Bibliotecas, etc, e para tal realizam campanhas, conferencias, cursos "livres".

Este projecto tem como objectivo disponibilizar informações base e ferramentas que permitam ajudar os cidadãos a exercer os seus direitos e deveres de cidadania, nomeadamente os que se relacionam com informações e serviços gratuitos disponíveis na Internet.

Este kit será constituído por um CD-ROM, um folheto e um cartão de acesso à Internet e estará ao alcance de todos.

A sua realização conta com o apoio do Ministério da Educação, do Parlamento e da Presidência da República, da Administração Pública, de Empresas de Comunicações, de Câmaras Municipais e de ONG'S. Numa fase inicial este kit vai ser destinado principalmente a professores e alunos do ensino secundário.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Educação e Instrução

No âmbito das aulas teóricas foi-nos proposto a realização de pesquisas sobre alguns temas, sendo que um deles corresponde às diferenças e semelhanças entre os conceitos de Educação e Instrução.
A educação sempre objectivou mais do que uma simples instrução, mas a escola deve proporcionar ambas aos seus alunos. A instrução é definida como "educação literária e científica" ou como "conhecimentos adquiridos" (dicionário); enquanto que educação é definida como um processo que tem como objectivo o desenvolvimento do homem nos seus aspectos intelectual, moral e físico e a sua integração no meio social.
No entanto, se na teoria os dois conceitos são diferentes, na prática "misturam-se"/confundem-se e só em poucas escolas a instrução é privilegiada (muitas vezes utilizada com o nome de educação).
Actualmente, os pais (a maioria) atarefados com as suas vidas profissionais e sociais, transferem para a escola a responsabilidade pela educação moral e cívica das crianças. As escolas tentam corresponder a estas exigências, integrando nos seus currículos disciplinas como A Educação Moral e Religiosa, o Desenvolvimento Pessoal e Social ou a Educação para a Cidadania, porém esta medida revela-se insuficiente pois dá apenas informação.
No meu ponto de vista é necessário existir um trabalho mais próximo entre todos os agentes educativos e um acompanhamento diário por parte dos pais, dentro da escola mas principalmente em casa (fora da escola).

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Família em Rede - Capítulo 2 - Tecnologia




Neste capítulo o autor fala-nos dos ciberutópicos e dos cibercríticos, pessoas que se preocupam com as novas tecnologias mas que têm concepções diferentes: os ciberutópicos "louvam os milagres da era digital"; enquanto que os cibercríticos "avisam-nos dos terríveis perigos". Papert não adere totalmente a nenhuma destas perspectivas, pois considera que ambas estão erradas.

Fala-nos das mudanças causadas pela utilização do computador nas escolas, que não são apenas alterações no currículo e nos testes, mas sim alterações nas relações humanas, intrafamiliares, entre professores e alunos e pares com interesses comuns.

Para o autor, o modo como as crianças aprendem vai melhorar em muito se estas tiverem acesso aos computadores. No entanto, isto só é possível se estes forem utilizados de modo a que o aprendiz participe voluntária e empenhadamente, pois o que se verifica actualmente nas escolas é uma "mascarada evidente" daquilo que poderia ser feito com as novas tecnologias.

Este capítulo mostra-nos três exemplos de experiências de crianças com programas informáticos ou com a Internet e dá-nos a conhecer a sua evolução, nomeadamente no caso da Jenny, que só conseguiu entender a gramática trabalhando no computador.
O computador rompe com "a motivação artificial" e com a "disciplina imposta" tradicionalmente pela escola.

Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia abre muitas outras portas à mudança. Os "ciberavestruzes" estão decididos a utilizar o computador mas só concebem esta utilização num contexto escolar, onde os alunos seguem o currículo imposto e isto não é suficiente.

As crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência tecnológica só é alcançada com a utilização frequente. Os alunos que terminam um curso de informática acabam por ser analfabetos pois desconhecem o que é importante, ou seja, utilizar o computador de acordo com os seus próprios objectivos. Por outro lado existem crianças que por terem experiência e não terem receio de experimentar, sabem que certas teclas levam a resultados interessantes, surpreendendo os adultos, nomeadamente os pais que por vezes não conseguem resolver situações que para as crianças são muito simples (caso da Lauren).
No entanto, é importante referir que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, como antigamente as pessoas viam e compreendiam os rádios.

Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com certeza com muita gente pela lentidão que afecta os computadores. Se percebermos porque é que isso acontece, ao menos podemos ficar zangados com alguém e atenuar a frustração, em vez de atirar coisas ou dar pontapés na máquina!

Impacto das novas tecnologias na escola

Os grandes avanços das tecnologias de informação estão a alterar a natureza do trabalho, sendo que estas possuem competências precisas para que as crianças e jovens se tornem em adultos exigentes em relação à educação, transformando o modo de ensino e o modo de funcionamento das instituições educativas.
Para que estas sejam um suporte educacional frequente (se possível efectivo) é necessário criar complexos processos de inovação em cada um dos muitos aspectos da escolaridade, nomeadamente o currículo, a pedagogia, a avaliação, a administração, a organização e o desenvolvimento profissional dos professores.
No entanto, estas tecnologias são demasiado recentes e é necessário ter consciência que não podemos ainda prever de que modo vão alterar a educação.
Podemos é desde já afirmar que se as tecnologias forem usadas adequadamente têm um grande potencial para melhorar o ensino e a aprendizagem.
(Informações e ideias retiradas do artigo El impacto previsible de las nuevas tecnologias en la enseñanza y la organizacíon escolar, de León Trahtemberg, publicado na Revista Ibero-Americana de Educação, TIC na Educação).

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Família em Rede - Capítulo I - Gerações


Neste capítulo o autor, Seymour Papert, mostra-nos como os computadores, vídeos e outros materiais modificaram a vida das crianças de hoje, visto que actualmente as crianças tem acesso às novas tecnologias, utilizam-nas e manipulam-nas sem qualquer problema (o mesmo não se pode dizer de alguns adultos!)


No entanto, refere também o "reverso da medalha", pois os pais se por um lado admiram e incentivam os filhos a aprenderem e dominarem as novas tecnologias, por outro têm receio que estas causem dependência, ou que os filhos sejam mal influenciados através da Internet ou jogos de computador, por exemplo.


A Internet, que já referi, é um dos principais meios que levam as crianças a adquirirem conhecimentos fora de casa, pois através dela, têm acesso a todo o tipo de informação.

Mas se por um lado as crianças adoram as novas tecnologias e aprendem com bastante facilidade, os adultos muitas vezes desistem de aprender ou pura e simplesmente recusam-se (tradição) e assim não conseguem acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos, mostrando-lhes o que está certo ou errado, o que é bom ou mau neste novo mundo.

Deve existir um companheirismo, cooperação e vontade de aprender e de ensinar de ambas as partes, de modo a promover uma aprendizagem de estilo familiar.


Assim como o neto do autor, Ian, há muitas outras crianças que desde muito pequenas se interessam pelas tecnologias e cada vez vai existir mais, pois estas expandem-se a cada dia. Penso que é importante referir o caso do meu pai, que tem 47 anos e só à pouco tempo começou a interessar-se por estas "modernices". Mas com força de vontade, da parte dele e da minha também, consegui ensinar-lhe algumas coisas, que pelo menos, tornaram-no autónomo na utilização do word e da Internet!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Programa e. escola TMN




Actualmente fala-se muito deste projecto realizado pela TMN... mas afinal em que consiste?

No meu ponto de vista é uma boa iniciativa, pois dá opurtunidade aos alunos de adquirirem computadores portáteis com internet banda larga TMN por apenas 150€.
Penso que é uma boa maneira de impulsionar a utilização das novas tecnologias, não só por parte dos alunos mas também dos professores.

É importante voltar a referir que apoio esta iniciativa e até deviam surgir mais, de qualquer modo nem tudo é perfeito, por isso quero mostrar também o meu desagrado. A TMN só dá opurtunidade a ter acesso a estes computadores a formandos do 10º ano (ou que se inscrevam no 10º ano nos próximos 3 anos), assim como a professores apenas do ensino básico e secundário.

Reflectindo bem, não me lembro de precisar assim tanto de um computador portátil com internet móvel quando frequentei o ensino secundário e note-se que não foi assim há tanto tempo (2 anos), portanto acredito que a forma de ensino não mudou.

A conclusão a que quero chegar é que no ensino superior precisamos muito mais destes computadores e muitos dos nossos formandos não podem adquiri-los por dificuldades financeiras. Não posso acreditar que continuem a pensar que as Faculdades são apenas frequentadas por uma elite! Esta ajuda seria muito bem-vinda por nós também.

Penso que compreendi bem o objectivo deste programa mas se a minha ideia estiver errada, estou aberta a sugestões.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Regresso às aulas - 2º ano

Pois é, as férias apesar de muito boas, foram também muito curtas e já acabaram. As aulas começaram novamente e já se prevê muito trabalho!
O ano passado elaborámos um blogue individual no âmbito da disciplina de Tecnologias Educativas I e este ano um dos nossos trabalhos será continuar este projecto na disciplina de Tecnologias II, que será como um um "livro aberto", visto que todos podem visitá-lo e comentá-lo. Aqui farei o registo dos conhecimentos que vou adquirir nas aulas práticas e teóricas, as minhas reflexões sobre os capítulos do livro que nos foi proposto ler, "a familia em rede" de Seymour Papert, entre outros assuntos tecnologicos ou educativos, se achar opurtuno.
Por agora, é importante referir que temos que realizar um trabalho prático, em grupo sobre novas tecnologias e modos de comunicação na internet (blogues, msn, hi5, etc). O meu grupo escolheu o tema "webblogues".
Agora, vamos lá ao trabalho!