quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Família em Rede - Capítulo 3 - Aprendizagem


Neste capítulo o autor mostra-nos algo com o qual eu concordo plenamente. Fala-nos de uma experiência que teve ao visitar duas lojas muito diferentes mas com objectivos semelhantes: ambas possuíam materiais complementares para melhorar o ensino/aprendizagem das crianças.

Uma delas era uma pequena loja que conseguia reunir um bom conjunto de materiais de qualidade, como escultura, pintura, livros, etc mas sem nenhum sinal de computadores. Mesmo assim esta loja era um excelente exemplo onde os pais deveriam procurar materiais para ajudarem na aprendizagem dos seus filhos, sempre com a ajuda dos funcionários bastante entendidos nesse assunto.

Em contrapartida, de seguida visitou uma loja enorme, como muitas que temos ao nosso alcance em Portugal, onde as pessoas "amontoavam-se" para ver os "títulos mais recentes de software", não era possível analisar ou ver o conteúdo dos produtos, as pessoas compravam apenas pela sua capa e o nome serem apelativos. Aqui era quase impossível falar com um funcionário, o que também acontece perto de nós nas grandes lojas. Ao ler este capítulo a minha memória transportou-me para algumas situações em que presenciei coisas deste tipo. Pensando bem, hoje acho lamentável. Assim, os pais ignorantes neste campo não poderão ajudar os filhos de uma maneira fiável, não têm o apoio e acompanhamento necessário para fazer as escolhas correctas.

Aqui o autor fala-nos pela primeira vez de "bit". Tenho que confessar que não sabia o que era! A explicação das demoras que por vezes "assombram" a Internet e que nos dão imensos nervos, afinal vêm apenas do conceito de "bit", aquilo que se movimenta na página da Internet.

E como este capítulo fala da aprendizagem é importante referir algo que suscitou uma particular atenção da minha parte: a divisão entre as aprendizagens de estilo caseiro e de estilo escolar, que surgiu com o aparecimento do computador.

Os pais, pelas sua vida profissional ou por qualquer outro motivo, muitas vezes não relacionam esta divisão com a necessidade de unirem esforços com os educadores dos seus filhos para aproximar a aprendizagem feita na escola com aquela que antigamente se fazia em casa.

Penso que é necessário ter consciência que a escola não pode ser responsável por tudo e que os pais não podem depositar todas as culpas dos sucessos ou fracassos dos seus filhos nos professores, pois estes não têm formação para educá-los a todos os níveis, isso compete á família.

Deste modo, o autor refere a teoria construtivista (Piaget), que defende uma aprendizagem auto-dirigida, pondo em causa a aprendizagem tradicional que assenta num "modelo de transmissão".

No meu ponto de vista, é necessário que as crianças sejam activas nas aulas, que explorem temas do seu interesse, que as motivem e as concentrem no trabalho. Aqui os computadores dão uma preciosa ajuda! É preciso que façam perguntas e esclareçam duvidas, sempre ajudadas pelo professor.

Aquele ensino em que o professor debita a matéria passando o conhecimento ao aluno que quase a decora não funciona, não nos leva ao encontro do tão desejado sucesso escolar.

Sem comentários: