quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Família em Rede - Capítulo 5 - A Família




Neste capítulo Papert mostra-nos, no meu ponto de vista, que os pais devem tomar consciência que devem passar mais tempo com os filhos no computador procurando interesses comuns, em vez de estarem preocupados com o que os filhos fazem ou não quando estão sozinhos, fomentando assim uma cultura familiar de aprendizagem, em que pais e filhos se ajudam mutuamente (o titulo deste capítulo é muito adequado: A Família).


Cada família tem a sua cultura de acordo com as suas crenças, tradições e valores e dentro de cada família podem ou não existir diferentes estilos de aprendizagem. É preciso que as famílias dêem valor à aprendizagem para que todas estas ideias ganhem forma.


É também importante referir que actualmente já existem clássicos de histórias e desenhos animados de qualidade que podem ser partilhados em conjunto por toda a família e que são importantes na formação das crianças, como o CD ROM do Pedro e o Lobo, que refere Papert.


O autor defende muitas vezes que os pais devem aprender com os seus filhos. Este aspecto é evidenciado com os computadores, pois muitos pais são ignorantes nesta área e os filhos devem acompanhá-los e ensiná-los; por outro lado se os pais são fluentes na utilização dos computadores, podem acabar por não perceber a relação que a criança tem com a máquina e só podem esclarecer esta situação com as próprias crianças, acompanhando-as e observando-as.


Existem algumas pessoas que não gostam de computadores. Talvez isso aconteça porque não tiveram uma boa experiência com eles de início, ou porque não sabem utilizá-los e acham uma perda de tempo aprenderem.


É frequente os adultos (e algumas crianças) não gostarem de computadores, mas a meu ver, é porque não os conhecem bem, nem as suas imensas possibilidades e o seu grande potencial. Se souberem utilizá-lo e se descobrirem o que é possível fazer através dele, não vão achar os computadores aborrecidos, de certeza!


Por exemplo, os avós muitas vezes queixam-se que passam pouco tempo com os netos (que é o meu caso!). O autor refere algumas dicas e sugestões para os avós se aproximarem dos netos através dos computadores, com as quais eu concordo Primeiro podem começar por oferecer aos netos prendas que tenham a ver com este contexto; De seguida devem aproximar-se do computador, tentar perceber a maneira como funciona e mostrarem-se interessados, pois assim de certeza que os netos vão explicar-lhes e ensinar-lhes a utilizá-los; Quando as crianças não estiverem por perto, os avós podem descobrir sozinhos, tentar explorar mais o computador e mostrar as suas "conquistas" ás crianças; Podem também tentar outros meios de comunicação com as crianças sem ser o tradicional telefone (caso os avós tenham computador) como por exemplo o MSN, onde podem falar, partilhar documentos, fotos, vídeos, etc.


Se as pessoas não tiverem netos, podem sempre adoptar um!


Concluindo, a ajuda mútua entre crianças e adultos e indispensável e mesmo que não simpatizemos com os computadores devemos sempre dar o "beneficio da dúvida" e tentarmos utilizá-los e conhecê-los melhor. Este são um bom meio para adultos e crianças interagirem e aprenderam.

Weblogues em educação

O meu grupo realizou um photostory sobre o tema do nosso trabalho: Os Blogues! Depois de muitas tentativas e de alguns pontapés e gritos ao computador, lá conseguimos inseri-lo no teacher tube. Agora deixo-o aqui para que possam vê-lo!


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Hipertexto

O Hipertexto é um texto que serve de suporte e que engloba outros textos, cujo acesso se dá através de links, os quais têm como função conectar outras páginas com textos que complementem o texto principal/inicial.
É um sistema para visualizar informações, cujos documentos contêm referências internas para outros documentos.
É incrivel mas, nasceu já no século XVI/XVII, através de manuscritos, quando eram transcritos por copistas e assim faziam uma espécie de escrita colectiva.
Actualmente muitas pessoas associam o hipertexto à Internet. Alguns autores defendem que o hipertexto acontece apenas em ambientes digitais.
Outros autores defendem que a representação hipertextual da informação não depende do meio e pode ser realizada também em papel, por exemplo (ex: enciclopédias).
No contexto educativo, esta ferramenta desempenha um papel bastante relevante, pois pode impulsionar o gosto do aluno pela pesquisa e pela produção textual. Facilita um ambiente onde a aprendizagem é feita pela descoberta e na sala de aula os alunos trabalham num sistema de colaboração e aprendem através de diversas fontes. Possibilita a construção de um conhecimento compartilhado, organizado e acompanhado.
As suas principais características são:
1. Intertextualidade;
2. Velocidade;
3. Precisão;
4. Dinamismo;
5. Interactividade;
6. Acessibilidade;
7. Estrutura em rede;
8. Transitoriedade;
9. Organização multilenear.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Quase a acabar!


Pois é....ultimamente não tenho deixado muitas mensagens, pelo menos não tantas como de costume. É que o trabalho é muito, sempre o foi mas agora começa a faltar tempo e o meu tem sido muito pouco para vir até aqui. São análises de textos, sínteses, apresentações de trabalhos, portefólio, trabalhos de observação de campo, uns em grupo outros individuais, exames....enfim! Já me sinto bastante cansada, porém penso sempre que está quase a acabar!

Vou tentar arranjar tempo para actualizar o meu blogue com mais frequência e assim, actualizar os meus conhecimentos também ao mesmo tempo!

Internet


É espantoso como todo o mundo está à distância de um clique! Cada vez mais me fascino com as novas tecnologias e sem dúvida que a Internet é a descoberta/inovação de todo o sempre (pelo menos para mim, claro!).


Basta ter um computador com internet perto de nós, em casa, na escola, no trabalho ou até num cibercafé (para não falar dos portáteis, que esses sim, podemos utilizá-los mesmo em todo o lado), para resolvermos rapidamente imensas situações do dia-a-dia, como ir ao banco, pagar contas, fazer compras em supermercados e lojas com entregas ao domicílio, ver as notícias, pesquisar para trabalhos e lazer acerca de temas quase "infinitos" e até falar, ouvir e ver os nossos amigos e familiares através do MSN.


As suas potencialiddaes são imensas e no caso da Educação, a Internet amplia a acção de comunicação entre o aluno e o professor e o intercâmbio educacional e cultural, através de todas as ferramentas que dispõem (blogues, wikis, podcasts, etc).


Porém, nem tudo é perfeito...Os crimes bancários através da Internet aumentam cada vez mais. E outro probelma também bastante grave prende-se com a questão da segurança dos mais pequenos, pois não há nenhuma identidade que supervisione os sites e estes estão à disposição de todos. (capitulo 4, familia em rede).


É necessário tomar consciência dos perigos e preveni-los, orientando as crianças e jovens adolescentes. Esta parece-me a melhor solução, sem nunca desvalorizar nem alarmar a situação.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Família em Rede - Capítulo 4 - Valores


Este é um capítulo muito interessante e que, para mim, foi muito engraçado de ler. Logo desde o seu inicio aborda situações em que, por vezes, me revejo, por exemplo, o facto dos alunos muitas vezes não entenderem o porquê de terem que estudar determinada matéria que lhes parece aborrecida e também o facto de não confiarem nos professores, pois pensam que estes não gostam do que ensinam, só o fazem porque são mandados, simplesmente. Durante o meu percurso escolar até então, isto aconteceu-me algumas vezes, em algumas disciplinas. Noutras não acontecia pois o professor leccionava de outra forma, construindo-se uma confiança mútua.
Aqui o autor fala também de 4 valores ligados à aprendizagem:

_ Honestidade e Engano. (Justificar a maior parte das matérias curriculares, é de certeza muito difícil).

- Respeito. (as crianças não devem ser deixadas demasiado à solta, nem devem ser demasiado repreendidas. Não devemos privá-las do prazer da descoberta).

- Materialismo. (a cultura da Internet tem fortes tendências igualitárias e o facto de possuirmos um computador, nunca deve ser um sinal de "estatuto").

- Relacionamento na Internet.

A Internet, como já referi, tem um grande potencial de nivelamento, todos podem ter acesso aos mesmos recursos, independentemente do seu estatuto social.
No entanto, estas vantagens podem tornar-se facilmente em "perigos"/desvantagens, pois qualquer pessoa pode falar com as crianças na Internet, pessoas indesejáveis, assim como as crianças podem ter acesso a sítios pouco próprios para as sua idades. Actualmente muitas pessoas utilizam identidades falsas na Internet e é necessário redobrar os cuidados com as crianças.
Há uns tempos li um texto sobre uma história verídica que aconteceu noutro país (onde li, é que já não me lembro!, que falava sobre uma rapariga ainda pequena (10 anos, talvez), utilizadora assídua da Internet em chats e fóruns, que começou a manter conversas diárias com um rapaz também da idade dela (supostamente).
Deu-lhe o seu nome e as informações necessárias para que ele conseguisse saber onde ela morava, em que escola andava, a que horas chegava a casa, etc.
Um dia, um senhor (policia, acho eu) bateu à porta e pediu para falar com ela e com os pais. Esse senhor afinal era o tal rapaz com quem ela falava na Internet. Com as informações que ela lhe disponibilizou, rapidamente ele localizou-a e dirigiu-se até sua casa para alertá-la e aos seus pais sobre os perigos que a menina corria, acaso continuasse a falar e a criar amizades com desconhecidos na Internet. Este senhor era uma pessoas com boas intenções mas e se não fosse?!
Existem alguns modos de proteger as crianças contra estes perigos, porém tenho que ser sincera, eu não os conhecia! Penso que é necessário divulgar que existem "software especial" e chips que bloqueiam o contacto com sites inopurtnos. Muitos pais são ignorantes neste assunto, é necessário dar um "empurãozinho". Mas se por um lado tenho a certeza que muitos pais adoptariam este sistema, por outro penso que outros não iriram conseguir, já que tudo isto supõem dinheiro, coisa que hoje em dia existe pouco.
O autor fala-nos também sobre uma solução construccionista. As aprendizagens feitas pelas crianças são muito próprias, realizadas e orientadas pela acção e pelas suas consequências. Aqui a opinião do adulto conta pouco.
Porém, estes adultos são importantes noutras situações, pois as crianças imitam os comportamentos que as rodeiam, em casa, na escola, em toda a sociedade.
Este sistema dá que pensar, pois existem muitas crianças com exemplos maus por perto, é importante que consigam afastar-se deles, e quando digo afastar-se, quero dizer, seguir um caminho melhor.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Escola Virtual, um serviço inovador


A Escola Virtual é um sistema de aprendizagem desenvolvido pela Porto Editora, acessível a qualquer hora e lugar, através do qual os alunos têm acesso a todo o programa curricular que é leccionado na sua escola.
Para além disto, os alunos poderão encontrar também explicações das matérias com base em recursos multimédia muito interessantes, dinâmicos e inovadores; exercícios relacionados com os conteúdos apresentados; uma base de testes; e relatórios com observações referentes ao trabalho, que indicam o sucesso ou não dos alunos (o tal feedback imediato).


Se ficaram interessados visitem www.escolavirtual.pt e fiquem a saber mais sobre este serviço inovador!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Família em Rede - Capítulo 3 - Aprendizagem


Neste capítulo o autor mostra-nos algo com o qual eu concordo plenamente. Fala-nos de uma experiência que teve ao visitar duas lojas muito diferentes mas com objectivos semelhantes: ambas possuíam materiais complementares para melhorar o ensino/aprendizagem das crianças.

Uma delas era uma pequena loja que conseguia reunir um bom conjunto de materiais de qualidade, como escultura, pintura, livros, etc mas sem nenhum sinal de computadores. Mesmo assim esta loja era um excelente exemplo onde os pais deveriam procurar materiais para ajudarem na aprendizagem dos seus filhos, sempre com a ajuda dos funcionários bastante entendidos nesse assunto.

Em contrapartida, de seguida visitou uma loja enorme, como muitas que temos ao nosso alcance em Portugal, onde as pessoas "amontoavam-se" para ver os "títulos mais recentes de software", não era possível analisar ou ver o conteúdo dos produtos, as pessoas compravam apenas pela sua capa e o nome serem apelativos. Aqui era quase impossível falar com um funcionário, o que também acontece perto de nós nas grandes lojas. Ao ler este capítulo a minha memória transportou-me para algumas situações em que presenciei coisas deste tipo. Pensando bem, hoje acho lamentável. Assim, os pais ignorantes neste campo não poderão ajudar os filhos de uma maneira fiável, não têm o apoio e acompanhamento necessário para fazer as escolhas correctas.

Aqui o autor fala-nos pela primeira vez de "bit". Tenho que confessar que não sabia o que era! A explicação das demoras que por vezes "assombram" a Internet e que nos dão imensos nervos, afinal vêm apenas do conceito de "bit", aquilo que se movimenta na página da Internet.

E como este capítulo fala da aprendizagem é importante referir algo que suscitou uma particular atenção da minha parte: a divisão entre as aprendizagens de estilo caseiro e de estilo escolar, que surgiu com o aparecimento do computador.

Os pais, pelas sua vida profissional ou por qualquer outro motivo, muitas vezes não relacionam esta divisão com a necessidade de unirem esforços com os educadores dos seus filhos para aproximar a aprendizagem feita na escola com aquela que antigamente se fazia em casa.

Penso que é necessário ter consciência que a escola não pode ser responsável por tudo e que os pais não podem depositar todas as culpas dos sucessos ou fracassos dos seus filhos nos professores, pois estes não têm formação para educá-los a todos os níveis, isso compete á família.

Deste modo, o autor refere a teoria construtivista (Piaget), que defende uma aprendizagem auto-dirigida, pondo em causa a aprendizagem tradicional que assenta num "modelo de transmissão".

No meu ponto de vista, é necessário que as crianças sejam activas nas aulas, que explorem temas do seu interesse, que as motivem e as concentrem no trabalho. Aqui os computadores dão uma preciosa ajuda! É preciso que façam perguntas e esclareçam duvidas, sempre ajudadas pelo professor.

Aquele ensino em que o professor debita a matéria passando o conhecimento ao aluno que quase a decora não funciona, não nos leva ao encontro do tão desejado sucesso escolar.