

Neste capítulo Papert mostra-nos, no meu ponto de vista, que os pais devem tomar consciência que devem passar mais tempo com os filhos no computador procurando interesses comuns, em vez de estarem preocupados com o que os filhos fazem ou não quando estão sozinhos, fomentando assim uma cultura familiar de aprendizagem, em que pais e filhos se ajudam mutuamente (o titulo deste capítulo é muito adequado: A Família).
Cada família tem a sua cultura de acordo com as suas crenças, tradições e valores e dentro de cada família podem ou não existir diferentes estilos de aprendizagem. É preciso que as famílias dêem valor à aprendizagem para que todas estas ideias ganhem forma.
É também importante referir que actualmente já existem clássicos de histórias e desenhos animados de qualidade que podem ser partilhados em conjunto por toda a família e que são importantes na formação das crianças, como o CD ROM do Pedro e o Lobo, que refere Papert.
O autor defende muitas vezes que os pais devem aprender com os seus filhos. Este aspecto é evidenciado com os computadores, pois muitos pais são ignorantes nesta área e os filhos devem acompanhá-los e ensiná-los; por outro lado se os pais são fluentes na utilização dos computadores, podem acabar por não perceber a relação que a criança tem com a máquina e só podem esclarecer esta situação com as próprias crianças, acompanhando-as e observando-as.
Existem algumas pessoas que não gostam de computadores. Talvez isso aconteça porque não tiveram uma boa experiência com eles de início, ou porque não sabem utilizá-los e acham uma perda de tempo aprenderem.
É frequente os adultos (e algumas crianças) não gostarem de computadores, mas a meu ver, é porque não os conhecem bem, nem as suas imensas possibilidades e o seu grande potencial. Se souberem utilizá-lo e se descobrirem o que é possível fazer através dele, não vão achar os computadores aborrecidos, de certeza!
Por exemplo, os avós muitas vezes queixam-se que passam pouco tempo com os netos (que é o meu caso!). O autor refere algumas dicas e sugestões para os avós se aproximarem dos netos através dos computadores, com as quais eu concordo Primeiro podem começar por oferecer aos netos prendas que tenham a ver com este contexto; De seguida devem aproximar-se do computador, tentar perceber a maneira como funciona e mostrarem-se interessados, pois assim de certeza que os netos vão explicar-lhes e ensinar-lhes a utilizá-los; Quando as crianças não estiverem por perto, os avós podem descobrir sozinhos, tentar explorar mais o computador e mostrar as suas "conquistas" ás crianças; Podem também tentar outros meios de comunicação com as crianças sem ser o tradicional telefone (caso os avós tenham computador) como por exemplo o MSN, onde podem falar, partilhar documentos, fotos, vídeos, etc.
Se as pessoas não tiverem netos, podem sempre adoptar um!
Concluindo, a ajuda mútua entre crianças e adultos e indispensável e mesmo que não simpatizemos com os computadores devemos sempre dar o "beneficio da dúvida" e tentarmos utilizá-los e conhecê-los melhor. Este são um bom meio para adultos e crianças interagirem e aprenderam.





