quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Familía em Rede - Capítulo 7 - A Escola




Actualmente vivemos numa (r)evolução tecnológica que afecta a escola e muito, a meu ver. Porém, Papert defende que a escola se mantêm semelhante ao que sempre foi, nos seus aspectos mias essenciais, o que eu concordo. No entanto, para o autor as mudanças que ocorreram não podem ser atribuídas à Tecnologia. Aqui, eu discordo. A Tecnologia trouxe uma mudança significativa ao nível escolar. Tudo ´+e mais rápido e facilitado, as crianças, jovens, adultos e idosos estudantes aprendem com outro gosto, interessam-se muito pela escola e motivam-se todos os dias ao utilizar as ferramentas digitais.
As próprias aulas modificaram-se em função da relação do professor com estas tecnologias. Se é um adepto vai trazê-las para dentro da sala de aula, utilizando power point como complemento para as suas matérias, ou ferramentas vídeo e áudio, etc.
Mas, como é evidente, existem escolas com más políticas de utilização dos computadores. Assim sendo, este aspecto compete em grande parte aos pais que devem prestar mais atenção.
Para tal, o autor sugere um programa com 5 pontos a seguir para ajudar os pais a terem mais influencia nas escolas:

Ponto 1:É necessário saber se existem forças que resistem à mudança, quais são e tentar compreende-las.
Ponto 2: É necessário agir de forma estratégica, descobrir quais as diferenças/divergências que existem no interior da escola. Certamente que existem professores a favor e contra a utilização dos computadores.
Os pais devem identificar as questões de conflito e arranjar aliados.

Ponto 3: è preciso apoiar o desenvolvimento profissional dos professores, para que este transmitam às crianças uma boa formação.
Normalmente, e como nos mostra Papert, as escolas disponibilizam um "software barato e duas horas de «formação de professores»", achando que é o suficiente. Estão errados! Assim favorecem um currículo de literacia computacional em vez da fluência tecnológica.

Ponto 4: Este ponto é um complemento do anterior, uma vez que Papert volta a focar a ideia de que é necessário investir na fluência tecnológica e não na literacia. É importante que a criança use de facto o computador e não aprenda apenas coisas sobre ele.

Ponto 5: Apoie a iniciativa de currículos e programas alternativos controlados por professores.

E se as crianças cumprissem a escolaridade em casa?!
A maior parte das pessoas acha isto impensável. Papert mostra-nos que quase 1% das famílias americanas têm os filhos a cumprir a escolaridade em casa. Isto acontece por algumas razões, tais como:
- Razões religiosas;
- Gostam da companhia das crianças;
- e, por último, o que acontece com mais frequência, é que os pais não encontram escolas com uma cultura de aprendizagem que os deixe satisfeitos.

Papert refere também que alguns ciberutópicos acreditam que esta tendência vai aumentar cada vez mais com a evolução dos computadores e que vai trazer apenas beneficíos...o que eu não concordo. Talvez em relação à autonomia seja bastante benéfico mas as crianças precisam de conviver com outras crianças, aprender a partilhar e a viver em sociedade. Penso que deste modo, as crianças vivem isoladas e que certamente isso vai prejudicá-las no futuro.

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