quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Conferência - e-learning e comunidades: no digital mas mais além


No dia 13 de Dezembro de 2007, realizou-se na nossa faculdade (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa) uma conferência sobre e-learning, a qual eu assisti. Foi uma conferência que contou com a participação do Professor Fernando Costa (da casa) e do Professor João Paiva, um convidado, entusiasta nas questões doa afectos/sexualidade, da química e também das tecnologias.

Tenho que referir que o Professor João fez um discurso muito simples, claro e nada aborrecido o que contribuiu para a qualidade desta conferencia. É também importante dizer que esta conferência foi transmitida em vídeo-difusão para algumas pessoas, o que é muito bom e denota a evolução visível das tecnologias!

O Professor João começou por falar um pouco do e-learning e da queda do E. Mas afinal o que é isto da queda do E?! Para o Professor o e-learning não tem futuro, mas isto é numa perspectiva positiva, pois ele pensa que este vai ser alargado e generalizado, ou seja, vai deixar de ser novidade, portanto vamos utilizá-lo frequentemente e vamos centrar-nos no "leraning" que a mediação electrónica nos pode trazer.

Depois mostrou-nos algumas dicotomias existentes no universo escolar, nas quais temos que tirar o melhor partido:

- Razões/Afectos

- Sacrifícios/Prazer

- Elitismo/Ensino de massas

- Palavra/Imagem

- Pessimismo/Optimismo


Mostrou-nos simulações (concretizadas pela sua equipa, ou por outras) de como ensinar óptica, por exemplo, através de recursos digitais, onde os alunos podem fazer exercícios práticos, motivando-os. E disponibilizou-nos alguns sites nos quais podemos fazer estes "jogos" de aprendizagem, aqui ficam - www.nautilus.fis.ua.pt; www.mocho.pt; www.molecularium.net.


Para evidenciar a queda do E e que a importância não está na tecnologia mas na forma como é utilizada, o Professor mostrou um vídeo que ilustra bem esta ideia, numa escola as crianças repetiam a tabuada vezes sem fim em coro enquanro a professora escrevia no quadro com o giz. O director da escola decidiu inovar e introduzir as tecnologias na sala de aula. Assim sendo, os alunos passaram a ter cada um o seu computador, a professora passou a ter uma tela, um projector e a passar a tabuada en power point, enquanto os alunos continuaram a repetir em coro a tabuada...assim os computadores são mal utilizados e não têm qualquer influência boa na aprendizagem.


É importante referir que o enfoque do e-learning é a visão humanizada e humanizante da tecnologia. Somos seres incompletos, o facto da escola ser incompleta deve ser uma motivação para o professor, que tal como um escultor esculpe a sua obra, (Professor João).

Por fim, O Professor Frenando Costa referiu Papert na sua ideia de que é necessário "pensarmos nos que estamos a aprender, mas também pensarmos como estamos a aprender".

Faço um balanço muito positivo, pois apesar de não ter concordado com algumas coisas ditas pelo Professor João, penso que aprendi bastante.

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